segunda-feira, março 9

Amigo Céu


O grande céu, pode ser azul... bem clarinho, quando está amanhecendo e todos desejam Bom dia!À tardinha, vai se enfurecendo com o que fazemos do nosso dia... fica vermelho, com vergonha de quem ele encobre todo o tempo...Estressados, ansiosos e agitados, não olhamos mais para cima, perdemos a esperança do dia, poluimos nossas amizades e amores. O grande céu, com tristeza e melancolia, começa a acinzentar a melodia dos pássaros, que tristonhos vão dormir. Cada um para sua casa, sua tv e internet, foge do céu, metendo um telhado no meio. O céu foge para dentro da escuridão, e lá choramingando orvalhos de decepção começa a ouvir as orações para um novo dia melhor! Então se recompõe, brilha estrelas de esperança e resolve retornar... mas de mancinho... clareando aos poucos, vai mostrando sua fé em nós... Desejamos Bom dia, e ele nos mostra o Sol! O grande céu, pode ser azul... bem clarinho... Mas o que aconteceu pra hoje amanhecer chovendo?


Francine.

segunda-feira, fevereiro 9

Tuu... Tuu... Tuu...


Não estou presente para as situações que me chateiam!
Não estou a fim de ouvir reclamações!
Para os que me querem mal, não estou!

Em horário de almoço!
Estou com fome de sinceridade e sorrisos!
Estou me alimentando dos brilhos dos olhares
Tenho sede do que é espontâneo e natural!
De sobremesa, quero a doçura de todos os sentimentos!!
Se o amargo da vida quiser falar comigo,
se amores estragados e azedos abraços me procurarem...
Estou em horário de almoço! Volte depois!

A ausência matou a esperança
e a ganância assassinou a gentileza!
A noite parece longa
se solidão chora como criança!
Luto!
O coração morreu de saudade
de tudo aquilo que é positivo
A flor não desabrochou e a chuva não caiu!
O mundo se fechou! Estamos de luto!

Fui viajar ao meu interior
apaguei a luz de fora e me cobri dos pés à cabeça
estou segura dentro de mim!
encarei a covardia de descobrir o existente
caminhei contra o forte vento de outono
que soprava minhas lembranças para longe!
Na escuridão, o silêncio se torna fortaleza
Na solidão, o pensamento me aquece, me esclarece
Tece uma nova rota e permite que o jardim floresça!

Se a neve do egoísmo quiser me invadir,
digo a ela que não estou!
O alimento que o inverno busca
não é o que posso oferecer!
Se a inveja me procurar,
não se esqueça, fui viajar!
O que me machuca bate à porta. Mas não me importa!
O mundo fechou! Estamos de luto!
Se tristeza e melancolia vierem, sinto muito, não estou!
Apaguei a luz, fechei a porta e me encontrei! Fui viajar!
Deixe seu recado após o sinal...

Francine.

segunda-feira, janeiro 26

Arco-íris


Não adianta tudo colorido! Certinho não fica bem... Curve, entorte, desforme, incline... que no fim você acha um pote cheio do que quiser... porque o ouro é de uma ou duas cores, mas não colore o meu dia, nem me faz feliz!
...
Quero meu pote de amigos, e você?


Francine.

segunda-feira, janeiro 12

Poesia sem nome - parte final.


Um olhar que me atravessou
e palavras que me convenceram
Um beijo que me roubou
e sentimentos que me invadiram

Se a porta se abre, não é você
É apenas o vento a me avisar
que este murmúrio é do outono
e não das suas declarações

Sussurros e ruídos, que não são seus
Não são seus passos ao meu encontro
Nem são suas roupas roçando as minhas
Tampouco sua barba em minha pele

Canções que não são as suas
me fazem percorrer no tempo
ouvir sua voz e o silêncio do seu olhar

O trote dos cavalos me engana, engana...
meus ouvidos acostumados às batidas do seu peito
meu coração a pulsar sincronizado ao seu
meu olfato que busca incessantemente pelo seu perfume
e o frio das minhas mãos não aquecidas... estão esquecidas
estão abandonadas e estão sozinhas! E tão vazias!

E o que resta são vestígios deixados por você
vestígios de uma ferida, e lembranças de um sonho!
Francine.

quarta-feira, dezembro 17

Poesia sem nome, sem fôlego e sem intenção.



Quase sem fôlego começo a pensar
o que poderia escrever que fosse
sensivelmente sincero
ternamente saudoso,
infantilmente ingênuo,
suficientemente alegre
e amorosamente envolvente.


Me impulsiono em direção à folha
mas me faltam as palavras,
me sobram reticências
e me escapam os suspiros
pela boca ressequida e muda
que esquecera de dizer
o que era desnecessário
mas pungente e vivaz.


O que não era antes,
mas depois de cultivado
agora tem força arrebatadora
e dança velozmente por entre meus pensamentos,
sentimentos e palavras... palavras não!
Estas me faltam, fogem e flutuam
na velocidade do vento formado
nas turbulências dos meus suspiros.


As palavras sempre escoam
por entre o vácuo formado
pela falta e o vazio de você
e o tempo que se afasta
e me olha, encara e convence.
Convencer do quê?
Talvez apenas de que não importa
o quão sejam necessárias as palavras,
para que em um olhar eu me perca
e em um instante perceba
que mesmo sem saber o que seria perfeito
ou o que deveria ser escrito, ou dito,
sei o quanto sou capaz de sonhar!




Francine.

terça-feira, dezembro 2

Poesia sem nome


... e confiei ao que meu desejo dizia
a sorte de me fazer sorrir
E ele, com voz doce e envolvente
foi me fazendo acreditar,
acreditar que tudo o que seus olhos me dizem é verdade
uma verdade que me inebria e me faz sonhar
Sonho ou verdade, desejo, sorte ou confiança,
o que ainda se mantém e me mantém
é o brilho dos seus olhos
e a minha teimosa esperança.


Francine.

segunda-feira, novembro 24

Plumas Leves


Que a vida em plumas leves

leve o meu pesar,

pois o que de sonhos eu tinha

já me levastes

leve como pluma ao ar.


Se meu lamentar te serves,

me acolha do luar,

para a lua que me serve

não torne a me contentar.


Pois para a vida já me basta

não ver que a lua viva a brilhar, flutuar.

E que mão da minha amada,

recatada e pálida e fria,

ao segurara flor viva,

exala o aroma de luar

da minha amada,

a causa de meu pesar.


Não quero mais este luar

a pesar em meu peito!

Cerre-me os olhos

Oh flor de meu pesar.

Leve-me contigo, ao abrigo do luar.


Falta me faz o tempo sereno,

em que mirar, eu podia,

aos seus olhos o luar.

Que me falte o ar!- não!-

Que me sobre o ar!!

E que me sopres pelo vento,

me leves.....Como plumas leves pelo ar.


Francine.

segunda-feira, setembro 22

Que vida?


Que Vida?

A vida não é só viver
Sobreviver pra quê?
se não se sabe sonhar?
se não se pode ganhar?

Mesmice do sertão,
igualdade na falta:
de amor, de alegria, de gente.
Gente que só ouve não.
Onde não há mesa,
nem mesmo há o pão!

Trabalhar ainda,
sem esperança, sem cobiça,
sem ganância.
Ver a seca, a fome e a desilusão.
Ser alguém sem ter brio
Dizer amém e ir além...

Quando chega o alívio, no escuro,
esquecer do homem,
da diferença e da cobiça
É a morte naquela capa,
que sufoca e seduz
aquele povo capaz
que carregava sua cruz
Com a sina...
da briga,
da luta pela luz
do sol, da flor da vida...
Mas, Que Vida?
Francine.

segunda-feira, agosto 4

Figuras de um protótipo de poema.





Vento, luz, som,

velocidade de substantivos.

Cérebro codifica imagem,

vista e paisagem: catacrese da vida,

ao visto que não é vivo.


Sangue, cada vez mais ativo

na palavra, do poema um cativo.

O coração pulsa sem contagem

Disparado, louco, frenético e sem limite.


Esfera, tinta e corpo,

treme, sua, trabalha.

A força se enfraquece,

a hipérbole não lhe atinge.

Escrever, cair ou fugir...

A falta da língua, do domínio

É a dúvida que lhe atinge.


Veneno e antídoto;

Paradoxo da verdade,

mocinho sem bandido:

É a vida quando corre,

quando corre sem sentido.


Tic-tac, o tempo

Onomatopéia sem fim.

A antítese sem filtro

sem parar dentro de mim.


Significados das palavras

quando nunca dizem sim.
A vida em verso confuso

que exprime tudo

em fundo um contido:

Em único a palavra

A palavra e seu (sem) sentido.


Francine.

segunda-feira, maio 12

O Último Adeus.




A mão, já cansada e calejada, segura trêmula a caneta sofrida que, sangra no papel, apenas para dar-lhe a vida, como a mãe ao dar a luz. Este filho, como tantos da parideira esferográfica, terá sentidos e ações, é o que deseja seu pai, a mão. Como uma droga, viciará seu leitor, e só viverá deste vício, pois apenas com um “drogado” é que sua vida toma forma.
Terminado, este filho que poderá ser considerado apenas um rascunho, um esboço, e então, rasurado irá se juntar a seus irmãos em uma velha gaveta esquecida, ou ao cesto, onde descansará e não terá a oportunidade de viciar a ninguém, nem de ter aquela vida que lhe foi prometida por uma trêmula mão esperando o sucesso almejado, ou então, o filho não terá o reconhecimento de seu pai, porque será considerado publicação póstuma.
Esta é a conclusão que se chega após ver a inseparável amiga, companheira e rival, a mãe de tantos filhos, que com amor foram criados, cair por sobre a mesa porque seu comparsa, seu cúmplice, o pai, a larga dando adeus à sua rotina, à sua estrada, por tanto tempo caminhada com dedicação, se despedindo de seus filhos, nunca antes publicados. Já sem cor, com o último suspiro, dá seu último adeus.


Francine.

segunda-feira, março 3

Sonhar é melhor que nada - Luís Fernando Veríssimo

Acho a maior graça. Tomate previne isso, cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas não exagere... Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos. Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde. Prazer faz muito bem. Dormir me deixa 0 km. Ler um bom livro faz-me sentir novo em folha. Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas depois rejuvenesço uns cinco anos. Viagens aéreas não me incham as pernas; incham-me o cérebro, volto cheio de idéias. Brigar me provoca arritmia cardíaca. Ver pessoas tendo acessos de estupidez me embrulha o estômago. Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro me faz perder toda a fé no ser humano. E telejornais... os médicos deveriam proibir – como doem! Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo faz muito bem: você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada. Acordar de manhã arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite é prejudicial à saúde. E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas, pior ainda. Não pedir perdão pelas nossas mancadas dá câncer, não há tomate ou mussarela que previna. Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau! Cinema é melhor pra saúde do que pipoca. Conversa é melhor do que piada. Exercício é melhor do que cirurgia. Humor é melhor do que rancor. Amigos são melhores do que gente influente. Economia é melhor do que dívida. Pergunta é melhor do que dúvida. Sonhar é melhor do que nada.

segunda-feira, janeiro 14

Reticências Iniciais.


...

Quero a caneta, o papel, a história, o poema
Assim como criança quando chora esfomeada
Mas quando antes da história
há um pré, já uma certa história,
nada mais me faz rir
Nem há a festa que brilhava em meus olhos;
É refletir o vão, o vácuo, o esperar...

O encantamento de um sonho
que falseava por entre meus pensamentos,
sentimentos, flores, ares, esperanças...
Morre deste modo, por entre meus dedos,
o versinho, que de fraco não viveu.
É por motivos estes
que me entoja a introdução
Náusea é, ao bailar suavemente
um prefixo em minha história
Reticências rimadas ou não.

Dou meu salto precursor,
Trêmulas as pernas que me fazem voar,
Voar diretamente ao meio,
para que não caia em profundo medo
apenas ao pensar em começo.
Me fascina a tentação do desenvolvimento,
que me hipnotiza até o ponto final, meu desfecho.
É então que sem poder, percebo...
Fui vencida pelo medo, domada pelo temor.
Antes, pois, de minha história, de meu querer,
já havia um pré: a caneta, o papel,
o desejo, o verso e as reticências...


Francine.

segunda-feira, setembro 24

Reflexão


Creio que tudo em nossas vidas é "feito" para termos algum aprendizado; caso não o fosse, não precisaríamos passar por alguns dessabores na vida, ou mesmo pelos momentos de felicidade, já que apenas o contraste é que nos permite ver o lado positivo de cada passagem de nossas vidas, e assim valorizá-las. O filme À Procura da Felicidade nos suscita reflexão quanto à nossa posição frente à vida, às oportunidades que temos e o que fazemos delas. Assim como no filme A Vida é Bela, a demonstração de afeto, carinho, preocupação e atenção aos próximos (no caso dos dois filmes, o filho) é marcante. Sendo que todo o contexto restante é de dificuldades e problemas a serem resolvidos, os quais poderiam ser considerados, por outra pessoa que os vivesse, motivos suficientes para desânimo, indignação e conseqüentemente o início de uma vida desregrada e sem esperança. No entanto o que os protagonistas dos filmes fazem é ir em busca do pequeno grande ponto que os impulsiona a viver, e ainda procurar beleza nesta forma de viver: o filho.Às vezes, apenas ao vermos realidades como a apresentada no filme é que enxergamos o quão valioza é a nossa, e quantos motivos temos para comemorar e andarmos sempre com sorrisos no rosto. A função que exerço (estagiária na área da educação) me permite fazer este tipo de avaliação todos os dias, a cada instante que uma criança comenta algo de sua vida. O que muitas vezes para um adulto é banal, para uma criança é de extrema importância. O contato com o ser humano - e principalmente com a criança - é um trabalho de auto-avaliação, de reformas íntimas, de revisão de valores contínuas. Reflexões transitam por nossas mentes diariamente, mesmo que camufladas entre preocupações com os N fatores que nos ocupam e afastam da essência do ser humano. A oportunidade de trabalhar em um ambiente recheado de aprendizado - e é um aprendizado suave e agradável, muito mais agradável que o aprendizado dado pela vida em algumas situações, como as dos filmes citados - é de suma importância à formação do indivíduo, e isso independe de idade, visto que estamos eternamente em busca do aperfeiçoamento.

segunda-feira, agosto 27

Brasil em crise.


Quando um indivíduo está em crise, procura um profissional, e geralmente a solução para seus problemas está na base, já que em algum ponto a crise foi germinada e então, com o cultivo de algumas atitudes, se proliferou.
Posto que o indivíduo em crise é o país, a base a que nos referimos é a história, e o profissional a quem o Brasil pede auxílio é o professor.
Alguém se lembra da frase original da bandeira?Para refrescar a memória: Amor por princípio, ordem por base e progresso por fim.
O que encontramos hoje na bandeira é só uma abreviação, e o que vivenciamos, então, pode ser encarado como conseqüência às atitudes de negação a princípios tão essenciais como o dito na proclamação da República.
Se, no posto de profissionais da educação, nos posicionarmos seguramente em defesa de um objetivo em comum e utilizarmos estratégias que deixem claros estes objetivos, estaremos plantando importantes sementes na mente, no coração e na alma de cada cidadão que constituirá a totalidade do país. Com atitudes exemplares e fé na argumentação que sustentamos é que estaremos cultivando estas sementes.
Sim, o diagnóstico é a longo prazo, mas também o caos e a banalização não eclodiram de um instante a outro, muito menos sem defensores.
Logo, a solução está em fragmentos, e cada um é possuidor de uma porcentagem. Sendo nós os responsáveis por esta conscientização.